- Verificar referências de forma respeitosa e objetiva
- Confirmar as informações apresentadas durante a entrevista
- Validar o critério Confiança do Método dos 5 Cs do Ponto Doméstico
- Reunir informações para tomar uma decisão final com muito mais segurança
Depois de entrevistar as candidatas que apresentaram maior compatibilidade com a vaga, é natural que uma ou duas profissionais já tenham chamado mais a sua atenção. Talvez a conversa tenha sido agradável. Talvez a experiência pareça exatamente aquilo que sua família procura. Talvez você já esteja quase decidido.
Mas antes de fazer a escolha definitiva, ainda existe uma etapa importante: verificar as referências profissionais. Essa conversa não deve ser encarada como uma investigação ou uma tentativa de encontrar defeitos. Seu objetivo é confirmar informações, compreender melhor o histórico profissional da candidata e reduzir as incertezas antes do início da relação de trabalho.
As referências não existem para procurar problemas. Elas servem para confirmar se a experiência relatada pela profissional corresponde à realidade e para compreender melhor como foi sua atuação em trabalhos anteriores. Utilize essa conversa como uma oportunidade para conhecer melhor a candidata, e não para julgá-la.
Chegou o momento de validar o quinto C: Confiança
Ao conversar com antigos empregadores, procure verificar se existe coerência entre as informações apresentadas na entrevista, a experiência profissional relatada e a forma como ela desempenhava suas atividades. As referências não substituem sua avaliação. Elas apenas complementam tudo o que você já observou até aqui.
Vale a pena pedir referências?
Sempre que possível, sim. Principalmente quando você ainda está em dúvida entre duas ou mais candidatas, quando a contratação envolverá convivência diária dentro da residência, ou quando a profissional será responsável por crianças, idosos ou pessoas que necessitam de cuidados especiais. Conversar com antigos empregadores costuma trazer informações que dificilmente apareceriam durante uma entrevista.
Quando a ausência de referências não deve impedir a contratação
Nem toda candidata terá referências profissionais para apresentar. Isso pode acontecer, por exemplo, quando:
- está procurando o primeiro emprego formal;
- trabalhou durante muitos anos para uma única família e perdeu o contato com esse antigo empregador (mudança de telefone, mudança de cidade, entre outros motivos);
- exerceu atividades informais;
- ficou um longo período afastada do mercado de trabalho.
Nessas situações, a ausência de referências, por si só, não significa que a profissional seja uma má escolha. Dê maior peso aos demais critérios observados durante a seleção: Compatibilidade, Competência, Compromisso e Comunicação.
Com quem conversar?
Sempre que possível, converse com um antigo empregador. Caso isso não seja viável, procure alguém que realmente tenha acompanhado o trabalho da candidata. Evite utilizar referências genéricas de pessoas que nunca conviveram com ela profissionalmente. Quanto mais próxima for a relação da pessoa consultada com a rotina de trabalho da candidata, mais úteis serão as informações obtidas.
Como conduzir essa conversa?
Normalmente essa ligação dura apenas alguns minutos. Comece se apresentando. Explique que a candidata participou do processo seletivo e autorizou o contato para fornecer referências profissionais. Depois conduza a conversa de forma simples e objetiva.
Boa pergunta para o antigo empregador:
“Se pudesse contratar novamente essa profissional para desempenhar a mesma função, você a contrataria outra vez? Por quê?”
Essa costuma ser a pergunta que melhor resume a percepção geral do antigo empregador e muitas vezes revela informações que não apareceriam em perguntas mais específicas.
O que merece mais atenção?
Mais importante do que ouvir elogios é observar a coerência das informações:
Uma referência negativa, isoladamente, não significa que a candidata não seja adequada. Da mesma forma, uma referência extremamente positiva não elimina a necessidade da sua própria avaliação. Observe sempre o conjunto das informações.
E quando as referências forem diferentes?
Às vezes isso acontece. Um antigo empregador faz muitos elogios. Outro relata dificuldades. Isso não significa, necessariamente, que uma das pessoas esteja errada. Cada família possui uma rotina diferente e as expectativas também variam. Uma profissional pode ter se adaptado muito bem a uma residência e encontrado dificuldades em outra. Nesses casos, procure compreender o contexto antes de tirar qualquer conclusão. Compare essas informações com tudo o que você observou desde o primeiro contato.
As referências representam apenas uma das etapas do processo seletivo. A decisão final deve considerar todo o caminho percorrido durante esta jornada: a compatibilidade com a vaga, a experiência apresentada, a comunicação, o comprometimento demonstrado e as referências profissionais. É o conjunto dessas informações que permite uma decisão segura.
Em vez de perguntar: ❌ “Essa candidata recebeu boas referências?”
Pergunte: ✅ “As referências confirmam tudo aquilo que observei durante o processo de seleção?”
✔ As referências complementam a entrevista.
✔ O principal objetivo desta etapa é validar o critério Confiança.
✔ Uma referência não substitui sua própria avaliação.
✔ A decisão deve considerar todo o processo seletivo.
Antes de avançar, confirme:
☐ Conversei com antigos empregadores, quando disponível.
☐ As referências confirmaram as informações apresentadas na entrevista.
☐ Tenho confiança para iniciar uma relação de trabalho com essa candidata.
☐ Ela continua atendendo aos cinco critérios do Método dos 5 Cs do Ponto Doméstico.
Agora chegou o momento de reunir tudo e responder à pergunta mais importante: quem é a profissional mais adequada para a rotina da sua família?